sábado, 3 de maio de 2014

Redefor Educação Especial -Disciplina Diversidade e Cultura Inclusiva - Atividades 7/8

ADEQUAÇÃO CURRICULAR

Fonte: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=0&letter=I&min=310&orderby=titleA&show=10




Fonte da imagem:http://eterea-paz.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html

Disciplina Diversidade e Cultura Inclusiva - Atividades 7/8

1. Título: - Leitura das Paisagens 

2. Objetivos:


  • ·        O objetivo principal desta atividade é estabelecer parceria entre o professor da sala regular (no caso, estaremos tratando da disciplina de Geografia, no entanto pode e deve abranger outras disciplinas também) e o professor especialista da sala de recursos, favorecendo o ensino colaborativo, trabalho em equipe e multidisciplinar, para adequação curricular destinada a aluno(s) com deficiência intelectual.
  • ·    Criar na sala de aula e, em consequência na comunidade escolar, uma cultura inclusiva, através não só da adequação de atividades destinadas a alunos com necessidades educativas especiais, mas, estabelecendo-se na classe, o sistema de “aprendizagem colaborativa e significativa”, formando com os alunos “grupos interativos”, trabalhando com o sistema de tutorias e/ou parcerias.
  • ·      O objetivo específico desta atividade é apropriação de conceitos de previstos nos Cadernos São Paulo Faz Escola de Geografia referente à 5ª série/6º ano.
3. Participantes:

  • ·         Professores da sala regular,
  • ·         Coordenador pedagógico,
  • ·         Professor especialista de sala de recursos,
  • ·         Alunos da 5ª série/6º ano

4. Desenvolvimento da Atividade:


  • ·         Material: Para o desenvolvimento desta atividade é necessário o caderno do professor e do aluno de São Paulo Faz Escola de Geografia referente à 5ª série/6º ano.
  • ·       Tempo estimado:
a)    Elaboração da atividade em parceria com o professor da sala de recursos e mediada pela coordenação pedagógica da escola – aproximadamente dois A.T.P.C. (aula de trabalho pedagógico coletivo).
b)    Aplicação da atividade com os alunos: aproximadamente duas aulas, visto que tratamos com aluno(s) com necessidades educativas especiais, a temporalidade pode ser alterada de acordo com as potencialidades do(s) aluno(s).

  • ·         Desenvolvimento:
  • Situação de Aprendizagem 1 - Leitura das Paisagens
  •  Atividade: Os objetos sociais construídos formam um sistema, isto é, relacionam-se uns com os outros.
  • Com base nisso, estabeleça relações entre as paisagens apresentadas na atividade.
  • O professor confeccionará fichas com palavras-chave relacionadas com os conceitos que o(s) aluno(s) deve(m) aprender. Estas fichas devem ser colocadas em uma “área de armazenamento”, na lateral da imagem do caderno do aluno da atividade proposta.
  • Ao(s) aluno(s), caberá relacionar as palavras-chave com os elementos presentes na paisagem e estabelecer relações previstas nos objetivos listados a seguir.
·         Objetivos:
  • Observar e descrever a partir de imagens os elementos da paisagem (rural)
  •  Identificar o sistema de técnicas representado na sequência de paisagens – plantio/colheita/transporte/processamento
  •   Identificar a organização social do trabalho no sistema técnico
·         Conceitos prévios:
  •  Paisagem – perspectiva de análise concreta, visual (representada aqui nas imagens).
  •  Diferenciação – paisagem rural e urbana
  • Elementos da paisagem – objetos naturais e sociais
Observação: A atividade a ser desenvolvida foi elaborada para alunos com deficiência intelectual. Caso o aluno não seja alfabetizado, o professor pode propor uma parceria com colega(s) de classe que será(ão) o(s) “leitor(es)” da atividade. Pensar sempre na formação de agrupamentos produtivos, onde o aluno com necessidades educativas especiais seja parte ativa do grupo. A atividade também poderá der aplicada oralmente.

Diferenciação: Paisagem Urbana e Paisagem Rural
 

Paisagem Urbana


- Identificar elementos na paisagem (colocar as fichas da área de armazenamento sobre os elementos observados na paisagem)

 
 

Paisagem Rural



- Identificar os elementos na paisagem (colocar as fichas da área de armazenamento sobre os elementos observados na paisagem)
- Relacionar com a imagem anterior (verbal ou escrita)

 




Plantação de laranja
  

 Identificar os elementos na paisagem 





Colheita da laranja










  



Transporte da laranja
 


- Identificar os elementos
- Relacionar com a imagem anterio
r



Produção do suco de laranja





- Identificar os elementos
- Relacionar com a imagem anterior
- Identificar a ação da máquina
 
 

Matéria prima e produto derivado

- Identificar os elementos
- Relacionar os elementos (verbal)

5. Resultados Esperados:
  • ·         Em primeiro lugar, espera-se a consolidação da cultura inclusiva dentro da escola e tornar a parceria entre os professores da sala regular, sala de recursos e equipe gestora algo comum, sempre visando o melhor atendimento possível aos alunos e tendo como norte que “acreditar que as pessoas com deficiência intelectual podem aprender é acreditar que você” (no nosso caso, o professor)  “pode ensiná-las”.
  •          Aperfeiçoamento pessoal e profissional dos profissionais envolvidos.
  •        Mudar a perspectiva da educação de pessoas com necessidades educativas especiais, focando em suas potencialidades e não em suas limitações.
  •      Também espera-se que os alunos envolvidos apreendam os conceitos envolvidos na atividade proposta. Lembrando que aqui falamos de toda a classe, não apenas dos alunos com necessidades educativas especiais.

    6. Avaliação:

    ·        a)  A avaliação terá por objetivo observar as possibilidades para intervenção, as dificuldades para a resolução da atividade, a evolução do pensamento do aluno e seus erros como possibilidade de compreender o que ele sabe e o que precisará saber para avançar em sua aprendizagem e o que o professor deverá modificar no seu planejamento e em suas atitudes em relação ao aluno;
    ·         b) Avaliar o que o aluno já interiorizou, ou seja, as evidências do que já conseguiu aprender, sempre observando de suas competências, ou seja, “ao lidar com os estudantes público alvo da Educação
    Especial na perspectiva da educação inclusiva, precisamos acreditar nas suas potencialidades. Caso contrário, há o risco de ensinarmos menos coisas e reforçarmos sua dependência” (Rodrigues, Capellini, Santos, 2014).
    ·        c)  O caminho que o aluno percorre para chegar a suas respostas ou resultados;
    ·         Mudar a temporalidade dos objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, isto é, considerar que o aluno com necessidades educativas especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo, mesmo que possa requerer um período mais longo de tempo;
    ·    d)  Avaliação flexível, levando em conta as diferentes situações de ensino e aprendizagem e condições individuais do aluno.
    ·        e)  Promover o registro documental das medidas de adaptação e/ou adequação da atividade adotada, para integrar o acervo documental do aluno e também para troca de experiências entre o corpo docente em ATPC.

Observação: 

Ao elaborar uma atividade destinada a alunos com necessidades educativas especiais é preciso tomar certo cuidado, pois, não é adequação curricular, um aluno com deficiência intelectual, por exemplo, com um livro de anos anteriores ao que está cursando, ou fazendo atividades completamente diferentes dos demais alunos da classe.
“As adequações ou adaptações curriculares devem produzir modificações que possam ser aproveitadas por todas as crianças de um grupo ou pela maior quantidade delas”, salientando que “além de não serem generalizáveis, as adequações curriculares devem responder a uma construção do professor em interação com o coletivo de professores da escola e outros profissionais das áreas de educação e saúde. As adequações curriculares assim concebidas são uma estratégia de individualização do ensino e beneficiam tanto os alunos com deficiência quanto aqueles que não têm nenhuma deficiência”.
“A Educação Inclusiva, entendida sob a dimensão curricular, significa que o aluno com necessidades especiais deve fazer parte da classe regular, aprendendo as mesmas coisas que os outros – mesmo que de modos diferentes – cabendo ao professor fazer as necessárias adaptações (UNESCO, s/d).
 
6. Bibliografia

Observação: Para esta intervenção procurou-se utilizar como base de pesquisa materiais de fácil acesso a todos os professores da rede estadual, disponibilizados pela Secretaria de Estado da Educação ou pelo MEC, seja através de sites ou materiais distribuídos, pela SEE para as escolas da rede estadual.

BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL, Parâmetros curriculares nacionais: Adaptações Curriculares Estratégias para a Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais, 1998, disponível em:                    http://200.156.28.7/Nucleus/media/common/Downloads_PCN.PDF, acesso: 30/4/2014. 

CAPELLINI, V. L. M. F., MENDES, E. G., O Ensino Colaborativo Favorecendo o Desenvolvimento Profissional para a inclusão Escolar, disponível em: http://wwwp.fc.unesp.br/~lizanata/tcc/artigo%20-%20ensino%20colaborativo.PDF, acesso: 22/04/2014.   

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, guia Prático: o Direito de todos à Educação, disponível em: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/home/banco_imagens/livdefictre270511_07062011.pdf, acesso: 27/4/2014.
 
PORTAL EDUCAÇÃO, Adaptações curriculares na educação inclusiva, disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/Artigo/Imprimir/13496, acesso em 24/4/2014.

RODRIGUES, O. M. P. R., CAPELLINI, V. L. M. F., SANTOS, D. A. N., Fundamentos históricos e conceituais da Educação Especial e inclusiva: reflexões para o cotidiano escolar no contexto da diversidade, disponível em: http://acervodigital.unesp.br/bitstream/unesp/155246/1/unesp-nead_reei1_ee_d01_s03_texto02.pdf, acesso: 22/4/2014.

SÃO PAULO (ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, Cadernos São Paulo Faz Escola: Geografia – 5ª série / 6º ano, disponível em: http://www.intranet.educacao.sp.gov.br/portal/site/Intranet/biblioteca_CGEB, acesso: 28/4/2014. (as escolas também possuem este material, distribuído a todos os alunos e professores).
SÃO PAULO (ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, Educação Inclusiva, Adequação Curricular e Ensino Colaborativo, videoconferência ministrada em 05/08/2011, disponível em www.rededosaber.sp.gov.br, acesso: 28/4/2014.  
SÃO PAULO (ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO – CAPE, Deficiência intelectual: realidade e ação / Núcleo DE Apoio Pedagógico Especializado – CAPE; organização, Maria Amélia Almeida.–São Paulo: SE, 2012, disponível em:  http://cape.edunet.sp.gov.br/cape_arquivos/Publicacoes_Cape/P_4_Deficiencia_Intelectual.pdf , acesso em 24/4/2014 (a publicação deste material foi distribuída para consulta e uso dos professores das escolas da Diretoria de Ensino Leste 5 no ano de 2013).
 
Agradecimento : Profª Lilian Vidoy, Professora de Sala de Recursos da SEE.