ADEQUAÇÃO CURRICULAR
Fonte: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=0&letter=I&min=310&orderby=titleA&show=10
Fonte
da imagem:http://eterea-paz.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html
Disciplina
Diversidade e Cultura Inclusiva - Atividades 7/8
1.
Título: - Leitura das Paisagens
2.
Objetivos:
- · O objetivo principal desta atividade é estabelecer parceria entre o professor da sala regular (no caso, estaremos tratando da disciplina de Geografia, no entanto pode e deve abranger outras disciplinas também) e o professor especialista da sala de recursos, favorecendo o ensino colaborativo, trabalho em equipe e multidisciplinar, para adequação curricular destinada a aluno(s) com deficiência intelectual.
- · Criar na sala de aula e, em consequência na comunidade escolar, uma cultura inclusiva, através não só da adequação de atividades destinadas a alunos com necessidades educativas especiais, mas, estabelecendo-se na classe, o sistema de “aprendizagem colaborativa e significativa”, formando com os alunos “grupos interativos”, trabalhando com o sistema de tutorias e/ou parcerias.
- · O objetivo específico desta atividade é apropriação de conceitos de previstos nos Cadernos São Paulo Faz Escola de Geografia referente à 5ª série/6º ano.
3.
Participantes:
- · Professores da sala regular,
- · Coordenador pedagógico,
- · Professor especialista de sala de recursos,
- · Alunos da 5ª série/6º ano
4.
Desenvolvimento da Atividade:
- · Material: Para o desenvolvimento desta atividade é necessário o caderno do professor e do aluno de São Paulo Faz Escola de Geografia referente à 5ª série/6º ano.
- · Tempo estimado:
a)
Elaboração
da atividade em parceria com o professor da sala de recursos e mediada pela coordenação
pedagógica da escola – aproximadamente dois A.T.P.C. (aula de trabalho
pedagógico coletivo).
b)
Aplicação
da atividade com os alunos: aproximadamente duas aulas, visto que tratamos com
aluno(s) com necessidades educativas especiais, a temporalidade pode ser
alterada de acordo com as potencialidades do(s) aluno(s).
- · Desenvolvimento:
- Situação de Aprendizagem 1 - Leitura das Paisagens
- Atividade: Os objetos sociais construídos formam um sistema, isto é, relacionam-se uns com os outros.
- Com base nisso, estabeleça relações entre as paisagens apresentadas na atividade.
- O professor confeccionará fichas com palavras-chave relacionadas com os conceitos que o(s) aluno(s) deve(m) aprender. Estas fichas devem ser colocadas em uma “área de armazenamento”, na lateral da imagem do caderno do aluno da atividade proposta.
- Ao(s) aluno(s), caberá relacionar as palavras-chave com os elementos presentes na paisagem e estabelecer relações previstas nos objetivos listados a seguir.
·
Objetivos:
- Observar e descrever a partir de imagens os elementos da paisagem (rural)
- Identificar o sistema de técnicas representado na sequência de paisagens – plantio/colheita/transporte/processamento
- Identificar a organização social do trabalho no sistema técnico
·
Conceitos
prévios:
- Paisagem – perspectiva de análise concreta, visual (representada aqui nas imagens).
- Diferenciação – paisagem rural e urbana
- Elementos da paisagem – objetos naturais e sociais
Observação: A atividade a ser
desenvolvida foi elaborada para alunos com deficiência intelectual. Caso o
aluno não seja alfabetizado, o professor pode propor uma parceria com colega(s)
de classe que será(ão) o(s) “leitor(es)” da atividade. Pensar sempre na
formação de agrupamentos produtivos, onde o aluno com necessidades educativas
especiais seja parte ativa do grupo. A atividade também poderá der aplicada oralmente.
Diferenciação:
Paisagem Urbana e Paisagem Rural
Paisagem
Urbana
- Identificar elementos na paisagem (colocar as fichas da área de
armazenamento sobre os elementos observados na paisagem)
Paisagem
Rural
- Identificar os elementos na paisagem (colocar as fichas
da área de armazenamento sobre os elementos observados na paisagem)
- Relacionar com a imagem anterior (verbal ou escrita)
- Relacionar com a imagem anterior (verbal ou escrita)
Plantação
de laranja
Identificar os elementos na paisagem
Colheita
da laranja
Transporte da laranja
- Identificar os
elementos
- Relacionar com a imagem anterior
- Relacionar com a imagem anterior
Produção
do suco de laranja
- Identificar os
elementos
- Relacionar com a imagem anterior
- Identificar a ação da máquina
- Relacionar com a imagem anterior
- Identificar a ação da máquina
Matéria
prima e produto derivado
- Identificar os
elementos
- Relacionar os elementos (verbal)
- Relacionar os elementos (verbal)
5.
Resultados Esperados:
- · Em primeiro lugar, espera-se a consolidação da cultura inclusiva dentro da escola e tornar a parceria entre os professores da sala regular, sala de recursos e equipe gestora algo comum, sempre visando o melhor atendimento possível aos alunos e tendo como norte que “acreditar que as pessoas com deficiência intelectual podem aprender é acreditar que você” (no nosso caso, o professor) “pode ensiná-las”.
- Aperfeiçoamento pessoal e profissional dos profissionais envolvidos.
- Mudar a perspectiva da educação de pessoas com necessidades educativas especiais, focando em suas potencialidades e não em suas limitações.
- Também espera-se que os alunos envolvidos apreendam os conceitos envolvidos na atividade proposta. Lembrando que aqui falamos de toda a classe, não apenas dos alunos com necessidades educativas especiais.6. Avaliação:· a) A avaliação terá por objetivo observar as possibilidades para intervenção, as dificuldades para a resolução da atividade, a evolução do pensamento do aluno e seus erros como possibilidade de compreender o que ele sabe e o que precisará saber para avançar em sua aprendizagem e o que o professor deverá modificar no seu planejamento e em suas atitudes em relação ao aluno;· b) Avaliar o que o aluno já interiorizou, ou seja, as evidências do que já conseguiu aprender, sempre observando de suas competências, ou seja, “ao lidar com os estudantes público alvo da Educação
Especial na perspectiva da educação inclusiva, precisamos acreditar nas suas potencialidades. Caso contrário, há o risco de ensinarmos menos coisas e reforçarmos sua dependência” (Rodrigues, Capellini, Santos, 2014).· c) O caminho que o aluno percorre para chegar a suas respostas ou resultados;· Mudar a temporalidade dos objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, isto é, considerar que o aluno com necessidades educativas especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo, mesmo que possa requerer um período mais longo de tempo;· d) Avaliação flexível, levando em conta as diferentes situações de ensino e aprendizagem e condições individuais do aluno.· e) Promover o registro documental das medidas de adaptação e/ou adequação da atividade adotada, para integrar o acervo documental do aluno e também para troca de experiências entre o corpo docente em ATPC.
Observação:
Ao elaborar uma atividade destinada a
alunos com necessidades educativas especiais é preciso tomar certo cuidado,
pois, não é adequação curricular,
um aluno com deficiência intelectual, por exemplo, com um livro de anos anteriores
ao que está cursando, ou fazendo atividades completamente diferentes dos demais
alunos da classe.
“As adequações ou adaptações
curriculares devem produzir modificações que possam ser aproveitadas por todas
as crianças de um grupo ou pela maior quantidade delas”, salientando que “além
de não serem generalizáveis, as adequações curriculares devem responder a uma
construção do professor em interação com o coletivo de professores da escola e
outros profissionais das áreas de educação e saúde. As adequações curriculares
assim concebidas são uma estratégia de individualização do ensino e beneficiam
tanto os alunos com deficiência quanto aqueles que não têm nenhuma deficiência”.
“A Educação Inclusiva, entendida sob a
dimensão curricular, significa que o aluno com necessidades especiais deve
fazer parte da classe regular, aprendendo as mesmas coisas que os outros –
mesmo que de modos diferentes – cabendo ao professor fazer as necessárias
adaptações (UNESCO, s/d).
6.
Bibliografia
Observação: Para esta intervenção
procurou-se utilizar como base de pesquisa materiais de fácil acesso a todos os
professores da rede estadual, disponibilizados pela Secretaria de Estado da
Educação ou pelo MEC, seja através de sites ou materiais distribuídos, pela SEE
para as escolas da rede estadual.
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL, Parâmetros curriculares nacionais: Adaptações
Curriculares Estratégias para a Educação de Alunos com Necessidades
Educacionais Especiais, 1998, disponível em: http://200.156.28.7/Nucleus/media/common/Downloads_PCN.PDF,
acesso: 30/4/2014.
CAPELLINI, V. L. M. F., MENDES, E. G., O Ensino Colaborativo Favorecendo o Desenvolvimento
Profissional para a inclusão Escolar, disponível em: http://wwwp.fc.unesp.br/~lizanata/tcc/artigo%20-%20ensino%20colaborativo.PDF,
acesso: 22/04/2014.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, guia Prático: o Direito de todos à Educação, disponível em: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/home/banco_imagens/livdefictre270511_07062011.pdf, acesso: 27/4/2014.
PORTAL
EDUCAÇÃO, Adaptações curriculares na
educação inclusiva, disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/Artigo/Imprimir/13496, acesso em
24/4/2014.
RODRIGUES, O. M. P. R., CAPELLINI, V. L. M. F., SANTOS, D. A. N., Fundamentos históricos e conceituais da
Educação Especial e inclusiva: reflexões para o cotidiano escolar no contexto
da diversidade, disponível em: http://acervodigital.unesp.br/bitstream/unesp/155246/1/unesp-nead_reei1_ee_d01_s03_texto02.pdf,
acesso: 22/4/2014.
SÃO PAULO (ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, Cadernos
São Paulo Faz Escola: Geografia – 5ª série / 6º ano, disponível em: http://www.intranet.educacao.sp.gov.br/portal/site/Intranet/biblioteca_CGEB,
acesso: 28/4/2014. (as escolas também possuem este material, distribuído a
todos os alunos e professores).
SÃO PAULO (ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, Educação Inclusiva, Adequação Curricular e Ensino Colaborativo, videoconferência ministrada em 05/08/2011, disponível em www.rededosaber.sp.gov.br, acesso: 28/4/2014.
SÃO PAULO
(ESTADO) SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. NÚCLEO DE APOIO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO –
CAPE, Deficiência intelectual: realidade
e ação / Núcleo DE Apoio Pedagógico Especializado – CAPE; organização,
Maria Amélia Almeida.–São Paulo: SE, 2012, disponível em: http://cape.edunet.sp.gov.br/cape_arquivos/Publicacoes_Cape/P_4_Deficiencia_Intelectual.pdf , acesso em 24/4/2014 (a publicação deste material
foi distribuída para consulta e uso dos professores das escolas da Diretoria de
Ensino Leste 5 no ano de 2013).
Agradecimento : Profª Lilian Vidoy, Professora de
Sala de Recursos da SEE.











